Pare de se esconder e oportunize uma vida plena para si mesmo!

 
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Há uns dois anos, alguém me disse que o que eu fazia de melhor era falar sobre as coisas nas quais acredito. Fez muito sentido para mim escutá-lo e lembrei do quanto me sentia inspirada pelos meus professores que amavam o que faziam. “Amar o que faz” para mim significa viver o que ama, assim tenho histórias para contar, desafios para compartilhar e humanidade para me vulnerabilizar: estou trilhando a trajetória que compartilho.

Porque escolhi viver e compartilhar esta verdade, também escolhi não me esconder: falo o que penso e o que sinto, danço, canto, amo, brigo, cuido, cultivo meu lado brincalhão e infantil e também meu lado nerd estudiosa, escrevo sempre que dá vontade, choro quando aparece qualquer emoção que convida as lágrimas, aprendo algo novo sempre que há necessidade ou vontade, tenho novas ideias, realizo algumas, erro, esqueço de outras, aprendo, aceito convites, peço o que preciso, aceito, agradeço, conto sobre tudo isso, faço um monte de outras coisas mais e sei que não sou única, apenas sou humana.

O curioso é que chamamos isso de autenticidade, quando penso que deveria se chamar a própria humanidade… afinal quem não é múltiplo, quem não gosta e não faz tantas coisas diferentes? Ao menos gostaríamos de fazer? É natural, somos seres dinâmicos. Hoje estamos…………., amanhã estaremos………….. diferentes. Não somos, estamos. Não cabemos nestas caixas que insistem em nos colocar e que também insistimos em colocar os outros, talvez por uma espécie de vingança de achar que não podemos ser nós mesmos.

Há pouco mais de um ano, escrevi um outro texto, no Medium, sobre esse costume APRENDIDO de rotular as pessoas e julgar que se alguém faz determinada coisa, deve ser… ou não deve fazer… “bem”. Precisamos nos dar conta que ao fazer isso, nós não só limitamos o outro, como limitamos a nós mesmos. Nos impedimos de viver experiências fora das nossas caixas, perdendo oportunidades de conhecer e experimentar outras coisas que poderiam ser tão significativas para nós.

Por que insistimos em rotular, tornando estática, uma vida dinâmica? Tente se lembrar de alguma vez que fez julgamentos sobre alguém e se arrependeu, O que você aprendeu sobre os julgamentos? O que aprendeu sobre o outro, sobre a vida? O que aprendeu sobre si mesmo?

Decidi escrever este texto, a partir de um feedback lindo e vulnerável que recebi ontem ao final de um dos meus cursos. Escutei de uma participante que ela havia duvidado que eu daria conta de ministrar um curso de Comunicação Não-Violenta voltada para a Educação. Ela viu minha foto e me achou “menina”, depois viu no meu Facebook uma foto minha com a minha gatinha e me achou ainda mais “menina”. Como seria aquela “menina” capaz de dar conta desta temática? Ela chorou ao reconhecer seus julgamentos e como eles quase lhe fizeram perder a oportunidade de viver aquela experiência do final de semana, que havia sido tão significativa para ela, cheia de plenitude, conexão, interação e amor.

Senti-me muito feliz ao escutá-la. Perceber mais uma vez como minha escolha de ser humana, de apresentar minhas identidades, como estou, de ser vulnerável e não me esconder APOIA outras pessoas a repensarem este costume de rotular, de julgar, de nos limitar. Assim, compreendo porque inspiro quando eu falo sobre o que acredito. Eu acredito que podemos ser nós mesmos a cada dia, aquilo que fizer sentido a cada momento, podemos nos experimentar e experimentar o mundo, estamos tentando nos reconhecer como seres humanos e nossas potencialidades. Espero que você faça esta escolha de deixar de se esconder e tentar esconder o outro. Você pode escolher oportunizar uma vida rica e plena, sobretudo, para si mesmo. 😉

 
Thayna MeirellesComment