O que é a Comunicação Não-Violenta?

 
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Se você é praticante da Comunicação Não-Violenta (CNV), certamente já escutou esta pergunta alguma vez. Eu, como facilitadora, já escutei muitas vezes e acho que a cada vez, ofereço uma resposta diferente, embora a minha preferida é dizer que a Comunicação Não-Violenta é “muitas coisas”.

Acredito que isso ocorre não simplesmente porque seja difícil definir a CNV, mas sim pela proposta que ela nos oferece de sair do paradigma Certo X Errado em direção àquilo que é importante para cada pessoa. Neste contexto, a resposta para a pergunta “O que é a Comunicação Não-Violenta?” torna-se única para cada pessoa que a pratica, vivencia ou facilita.

Na semana passada, no meu grupo de estudos em Comunicação Não-Violenta, nos propusemos a compartilhar nossas respostas a esta pergunta, como uma espécie de “balanço” de final do ano, refletindo sobre o sentido de adotar e praticar a CNV em nossas vidas. Com a permissão das pessoas envolvidas, compartilho aqui as respostas que surgiram:

“O que fica mais vivo em mim é que a CNV é uma forma de me olhar, é sobre autoconhecimento. A partir da CNV posso refletir sobre o que gosto, o que quero, o que sinto, perceber os sentimentos no corpo. Este é o sentido que a CNV está fazendo para mim, é um referencial de como sarar algumas feridas, de como olhar um problema por uma perspectiva diferente, a da compaixão.”

“A CNV é uma maneira de me investigar, e neste contexto, as mudanças que percebo na minha relação com o outro são uma consequência deste processo.”

“A CNV para mim é uma forma de olhar as relações do lugar “de ser humano para ser humano”. É sobre aceitar as próprias vulnerabilidades e a partir daí, poder enxergar a vulnerabilidade do outro. Assim, posso perceber de onde nascem as minhas necessidades, validar o que eu sinto, o que eu preciso. É lembrar daquilo que a gente já sabe, é conectar-se olho no olho.”

“CNV para mim é assumir responsabilidade. E para ter autorresponsabilidade, preciso me conhecer. A CNV me ajuda a aprofundar minhas relações e a me conectar.”

“Para mim, a CNV é uma forma de comunicação verbal e não verbal comigo mesma e com as outras pessoas. Antes, eu julgava muito as pessoas, hoje não me julgo tanto, consigo acolher meus sentimentos, raivas, surtos… Estou conseguindo ter mais compaixão e é transformador. Acho que o mergulho na CNV é transformador porque faz emergir o que está dentro da gente.”

E a minha resposta para esta pergunta, neste dia, foi:

A Comunicação Não-Violenta é um meio para a construção do mundo no qual quero viver. Ela permite a aceitação de cada pessoa como é, a valorização da beleza de cada um, sua contribuição única, sua individualidade, sua autenticidade. Eu não acredito que é possível exercer nossa Autenticidade sem Empatia, uma não pode viver sem a outra. Assim, a CNV é sobre criar este lugar seguro, que me aceita como eu sou. Ao praticar e facilitar CNV estou cuidando das minhas necessidades, foi aí que eu e a CNV nos encontramos e nos escolhemos. ❤

Em síntese, algumas palavras que surgiram no nosso encontro para significar (ou explicar o que significa para nós) a Comunicação Não-Violenta foram:

✔️Autoconhecimento

✔️Assumir responsabilidade

✔️Aumentar a conexão com o outro

✔️Demonstrar humanidade e vulnerabilidade

✔️Comunicação comigo e com outro

✔️Auto empatia e acolhimento

✔️Transformação interna

✔️Meio para construir um mundo com mais aceitação e autenticidade

E para você, o que é a Comunicação Não-Violenta na sua vida? Responde nos comentários, eu vou amar saber!😉

 
Thayna Meirelles